domingo, 26 de fevereiro de 2017

Grande humorista do Brasil José Vasconcellos.Homenagem em fotos e textos. Série: Aplausos.

Vasconcelândia, o parque imaginado pelo comediante José Vasconcelos em anúncio de página inteira publicado há 50 anos
Com certeza você se lembrará do humorista José Vasconcelos, o gago “Rui Barbosa Sa-Silva” da Escolinha do Professor Raimundo.
Pois então, em 1964 após viagem à Disneylândia, Zé Vasconcelos passou a sonhar com uma cidade infantil, um megaparque temático em uma área de um milhão de metros quadrados no Brasil, acreditem, em Guarulhos.
A Vasconcelândia tinha um audacioso e inovador projeto, Zé Vasconcelos buscou todos os tipos de apoio e nada conseguiu. Iniciou uma solitária empreitada onde investiu por mais de 10 anos todos recursos que obteve em 20 anos de carreira. Com recursos próprios, fez terraplanagem no local, construiu restaurante, administração, um parque de diversões e o cine drive-in. Já ouvi relatos de pessoas que venderam títulos da Vasconcelândia na época.
O projeto quase o levou à falência e foi abandonado para enorme tristeza do humorista. Ele faleceu em 11/10/2011. A iniciativa do humorista inspirou Beto Carrero a criar o seu parque temático e está relatado no filme “Mundo encantado de Beto Carrero”
Texto de Mans Silva

As cinzas do humorista José Vasconcellos, que será cremado na manhã desta quarta-feira (11), serão depositadas em um terreno que ele comprou na região de Guarulhos, na Grande São Paulo, para construir um parque chamado "Vasconcellândia". A informação foi dada por Miriam Cristina Vasconcellos, nora do humorista, durante velório realizado na noite desta terça no Cemitério e Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra.
De acordo com Miriam Cristina, o humorista tinha um antigo sonho de "construir uma Disneilândia no Brasil". Para isso, José Vasconcellos chegou a comprar o terreno e montar um parque de diversões, mas o empreendimento não deu certo financeiramente e foi fechado. Também segundo Miriam Cristina, o humorista teria pedido à viúva para que suas cinzas fossem jogadas no local do parque.
Conhecido pelo personagem Ruy Barbosa Sá Silva, que fez parte da "Escolinha do Professor Raimundo" e da "Escolinha do Barulho", Vasconcellos morreu na madrugada desta terça após uma parada cardíaca. Aos 85 anos, ele sofria de Mal de Alzheimer e estava internado havia duas semanas no Hospital das Clínicas com problemas nos rins.
Curiosos, amigos e familiares participam do velório do humorista, que se estenderá até as 10h30 desta quarta-feira, quando o corpo será cremado.  "Só fica a lembrança dos bons momentos e de quando nos conhecemos em Buenos Aires", disse a viúva Irene Helena, 77 anos. Os dois foram casados por 56 anos e tiveram quatro filhos.
Durante todo o dia, diversos comediantes do Brasil se manifestaram lamentando a perda e destacando o pioneirismo de Vasconcellos no que hoje se conhece como "stand up comedy". Em depoimento divulgado à imprensa, Tom Cavalcante classificou o colega como "o primeiro one man show" do Brasil



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Ovadia Saadia Me emocionou ver isso...meu muito obrigado! Em 1983 ou 84, contratei o JV para um show de fim de ano para um grupo de executivos das empresas Telefônica e NEC do Brasil, na luxuosa boate "Clube 1000" do Clube "A Hebraica de São Paulo". Na vépera do show ele queimou todo braço esquerdo. Mesmo com fortes dores veio e fez o show agradabilíssimo, para uma platéia muito dificil que o aplaudiu em pé. Após o show me contou de toda sua amargura com a Vasocncelândia e que precisava fazer estes shows privativos. Nunca mais o vi. No último ano de sua vida eu o via em canais de baixa audiência em programas as duas ou três da manhã e ficava pensando na injustiça do Brasil com seus grandes artistas...ou vc está na TV Globo, ou está no ostracismo e esquecimento de uma mídia burra. RIP querido José mauro. RIP Emilio Matsumoto (Presidente MKT da NEC). Obrigado!


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José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto (Rio Branco20 de março de 1926 — São Paulo11 de outubro de 2011) foi um humoristaatordiretorprodutorradialista e compositor[1] brasileiro, considerado pelos seus colegas de profissão como o pioneiro brasileiro no gênero humorístico atualmente chamado de "stand up comedy".

Biografia

Estreou profissionalmente no rádio, no programa Papel Carbono de Renato Murce (1941), onde se tornou célebre por fazer imitações das vozes de outros locutores e artistas em geral, como as imitações de Ari BarrosoTheófilo de VasconcelosLauro BorgesCastro BarbosaLuiz Lopes CorreiaLuiz Jatobá, entre outros.
Estreou no cinema em Este Mundo É um Pandeiro (1947). Produziu e atuou no primeiro programa humorístico da televisão brasileira, A Toca do Zé, exibido pela TV Tupi de São Paulo em 1952.
Em 1960, gravou um disco pela Odeon, Eu Sou o Espetáculo, baseado no show de mesmo nome que apresentou por muitos anos em teatros de todo Brasil. Provavelmente foi o primeiro humorista a vender mais de 100 mil cópias de um LP do gênero. O disco tinha duração de 55 minutos, sendo o mais longo LP de humor já feito no país. Seu sucesso abriu caminho para que outras gravadoras investissem no segmento, mas o próprio Vasconcelos não conseguiu repetir o êxito de sua primeira gravação.


Em 1961, José Vasconcellos investiu no teatro de revista, que ainda fazia muito sucesso então. A peça, no título, divertia-se a custa de um dos famosos costumes de Jânio Quadros de anunciar decisões e medidas através de bilhetes. JV no País dos Bilhetinhos era esse espetáculo, que além do próprio humorista, teve também Walter d'ÁvilaOtelo Zeloni e Maria Fernanda. José e Otelo eram autores da peça, além da direção geral do humorista. A coreografia foi comandada por Gilberto Brea, também bailarino principal do espetáculo. A peça foi divulgada pela imprensa que, elogiosamente, a definiu como "A Revista dos Milhões - O espetáculo máximo de 1961".
No mesmo ano, com o sucesso do "país dos bilhetinhos", José Vasconcelos repetiu a parceria com Otelo Zeloni no elenco e no texto, Walter d'Ávila no elenco e Gilberto Brea na coreografia, e lançou a peça Defunto Zero Quilômetro[3], uma paródia das histórias de suspense.
Em 1964, ao retornar de uma viagem a Los Angeles, José Vasconcellos teve a ideia de construir a "Vasconcelândia", um parque temático numa área de um milhão de metros quadrados, no município de Guarulhos. Investiu todos os recursos que obteve ao longo da vida artística, sem obter nenhum apoio oficial. No entanto, o projeto fracassou e quase o levou à falência.[4]
Continuou trabalhando na TV, em papéis como o do gago Rui Barbosa Sa-Silva na Escolinha do Professor Raimundo, além de se apresentar em casas de espetáculos por todo o Brasil.

Em 2009, foi lançado em DVD o documentário Ele É o Espetáculo, do cineasta Jean Carlo Szepilovski, uma homenagem ao conjunto de sua obra. Narrado pelo próprio humorista, apresentava depoimentos de Jô SoaresChico Anysio e trecho de filmes e programas de rádio e TV em que atuou durante a carreira.
Seu último personagem no cinema foi Barbosa, no filme Bom Dia, Eternidade (2009). Afastado da televisão devido ao mal de Alzheimer, passou seus últimos anos em sua casa na cidade de Itatiba, interior de São Paulo.
Morreu em 11 de outubro de 2011, em decorrência de uma parada cardíaca.

Referências

  1. Ir para cima Magaly Prado. História do rádio no Brasil. [S.l.]: Safra, 2012. ISBN GB
  2. Ir para cima Luiz Carlos Saroldi, Sonia Virgínia Moreira. Rádio Nacional, o Brasil em sintonia. [S.l.]: Zahar, 2005. 128 p. ISBN 85-7110-881-1 GB
  3. Ir para cima «Defunto zero quilômetro». Estadão.com.br. 16 de agosto de 2011
  4. Ir para cima Vasconcelândia. [S.l.]: Revista TRIP nº 375. ISBN GB
  5. Ir para cima «Morre o humorista José Vasconcellos, aos 85 anos». G1. 11 de outubro de 2011
  6. Ir para cima «Humorista José Vasconcellos morre em SP aos 85 anos». Estadão. 11 de outubro de 2011
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José Vasconcellos arranca gargalhadas de Jô Soares em entrevista. Reveja!

Ator participou do Programa do Jô em julho de 2000



21/08/2014 às 09h19 
Atualizado em 21/08/2014 às 09h19
José Vasconcellos participou da gravação do 'Programa do Jô' em 2000 (Foto: TV Globo/Programa do Jô)


Se hoje o stand up comedy faz o maior sucesso no Brasil, muito se deve ao ator José Vasconcellos. Considerado um pioneiro no gênero, o humorista mostrou todo o seu talento no Programa do Jô, que foi ao ar originalmente em julho de 2000.
Durante a entrevista, José Vasconcellos comentou que sempre foi um grande imitador de Lauro Borges e Castro Barbosa. "Era o maior imitador dos dois. Imitava de tal maneira que um dia o Lauro adoeceu e fui substituí-lo. No outro dia, o Castro adoeceu e também fui substituí-lo."
O ator brasileiro, que faleceu em outubro de 2011, também contou que uma vez o coronel Mello Maluco pegou um táxi no Rio de Janeiro e passou por maus bocados já que o taxista corria muito. Para se vingar do motorista, ele pediu que um major levasse o apressadinho para dar uma volta em um avião de acrobacias. "Essa história é boa, porque é verídica", afirmou.
Jô Soares recebeu alta na última sexta-feira, 15, do hospital Sírio-Libanês e passou bem o fim de semana. O apresentador estava internado para tratar um quadro de infecção pulmonar desde o dia 25 de julho. Por isso o programa está revisitando algumas entrevistas especiais durante essa semana.
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Nascido em Rio Branco, no Acre, José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto ou Zé Vasconcelos, como era chamado, era conhecido do grande público pelo personagem gago Ruy Barbosa Sá Silva, que ele interpretou nos programas "Escolinha do Professor Raimundo", na TV Globo, e "Escolinha do Barulho", na Record.
RIO- Morreu na manhã desta terça-feira no Hospital das Clínicas, em São Paulo, o ator José Vasconcellos, de 86 anos. Ele tinha Alzheimer e faleceu devido a complicações da doença. Segundo a família, o corpo será cremado ainda nesta terça em São Paulo. O ator deixa esposa, quatro filhos e quatro netos.
Sua carreira começou no rádio, onde imitava vozes de artistas e locutores. Na televisão, atuou no primeiro programa humorístico da TV brasileira, "A toca do Zé, na TV Tupi, em 1952.

















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por Maga
José Tomás da Cunha Vasconcelos, ou simplesmente Zé Vasconcelos, foi um famoso humorista brasileiro que fez muito sucesso em programas de televisão. Em 11 de outubro de 2011, após ser internado na área de Geriatria do Hospital das Clínicas, Zé não resistiu e faleceu vítima de uma parada cardíaca. 
Natural da cidade de Rio Branco, capital do Acre, José Vasconcelos nasceu no dia 20 de março de 1926, iniciou sua carreira artística aos 16 anos. Era o ano de 1942 e a Rádio Clube do Rio de Janeiro possuía um dos mais renomados programas de calouros da época chamado "Papel Carbono?, apresentado por Renato Murce. Juntamente com mais 11 candidatos, Zé Vasconcelos apresentou-se no programa de calouros fazendo imitações de narradores de cinema. Suas imitações beiravam a perfeição, fato que lhe valeu não apenas a vitória no programa como também o convite para participar dos demais programas da rádio.




Depois da imitação dos narradores do cinema, vieram as dos artistas de cinema, dos locutores de futebol e apresentadores de programa de auditório no rádio. Sua imitação de Ary Barroso é, possivelmente, uma das mais perfeitas imitações de todos os tempos.
Zé Vasconcelos trabalhou em rádio, cinema, teatro e TV. Foi excelente como artista e como autor.  O texto de suas apresentações em teatro eram, na íntegra, de sua autoria.
Foi ele o primeiro artista a escrever e interpretar um programa de humor na TV brasileira . Chamava-se "A Toca do Zé?, veiculado em 1952, pela TV-Difusora, PRF-3, canal 3 de São Paulo.
Outro ato pioneiro aconteceria anos depois. O show de teatro intitulado "Eu Sou o Espetáculo?, criado em 1959, foi transformado em LP em 1960, tendo vendido 100 mil cópias somente naquele ano. 
Sua facilidade com outros idiomas se fez notar nos 70, numa apresentação para empresários franceses, quando fez um show totalmente falado em francês.
Em cena, no teatro ou na tv, Zé Vasconcelos sempre teve presença de espírito, um aguçado instinto de improviso. Certa vez, num show em uma grande boate no Rio, todos pegos de surpresa com voo de um morcego pelo meio do palco. Sem perder a classe, Zé Vasconcelos começou a cantar o famosos jingle da época, referente a uma conhecida companhia aérea: "No ar mais um Caravelle da Cruzeiro do Sul / À bordo tudo azul?.  Foi aplaudido de pé durante vários minutos.




Também foi no palco de um teatro, em meio a um blecaute total durante um show, que teve a coragem de pôr em prática um esquete previamente imaginado, porém nunca ensaiado. O sucesso foi total. É o famoso esquete do casal de velhinhos que tentam apagar a vela no quarto de um hotel, durante uma noite de blecaute.
Seu último trabalho em TV foi na Escolinha do Barulho, na TV Record, no final dos anos 90, interpretando o aluno gago Ruy Barbosa Sa-silva. Desde então, Zé Vasconcelos estava afastado da vida artística por motivos de saúde.
Em 2009, uma justa homenagem: o cineasta Jean Carlo Szepilovski lançou o DVD documentário "Ele é o Espetáculo" em homenagem à vida artística do comediante.
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Humoristas dão adeus a José Vasconcellos em velório na Grande São Paulo

O neto Thiago Vasconcellos disse que o avô tinha "um jeito palhaço de ser". "A gente ouvia muita música junto, principalmente ópera. Ele sempre foi muito bem humorado, fazia piada com tudo. Ele fazia os outros rirem mesmo estando triste", contou.O filho José Thomaz Vasconcellos Júnior manifestou sobre a perda. "O processo foi muito doloroso, nunca queremos que um ente querido fique internado. Só espero que ele esteja em um bom lugar", disse ele, acrescentando que a lembrança mais marcante que tem é do pai contando histórias e ouvindo músicas. "Meu pai foi um grande compositor, lotava teatros no início da carreira. É o que fica na memória".
O ator Álvaro Thuller, famoso pela frase "Skavurska" em um comercial de TV, compareceu ao cemitério para dar adeus ao amigo. "O Zé sempre falava para mim que a gente não podia deixar de acreditar nos nossos sonhos. Era um cara muito inteligente, e o sonho dele era fazer a Vila Vasconcellos para reunir todos os humoristas. O Brasil perdeu um humor inteligente. Atrás dele, só há Chico Anísio".
Também no local, o comediante Edson Sobral reforçou que José foi pioneiro no stand up comedy. "Foi ele quem abriu as portas do humor. A lembrança mais marcante, quando fecho os olhos, é de Zé no palco. Ele foi muito generoso comigo no início da carreira, foi ele quem me apresentou e recomendou meu espetáculo para todo mundo", disse.
O humorista morreu após uma parada cardíaca. Ele sofria de Mal de Alzheimer e estava internado há duas semanas no Hospital das Clínicas com problemas nos rins. "Disseram que não poderia ser feita nem a hemodiálise porque o corpo dele não iria aguentar, ele já tinha 85 anos", disse ao UOL o sobrinho dele, o também humorista Rick Régis.


José Vasconcellos era considerado um dos maiores nomes do humor brasileiro e um dos pioneiros no stand up comedy. Ele iniciou sua carreira no rádio e ganhou destaque com o aluno gago Ruy Barbosa Sá Silva da "Escolinha do Professor Raimundo", na Rede Globo, e da "Escolinha do Barulho", da Record.



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Saudade!!!!
Vasconcellos no auge da popularidade em 1970, numa churrascaria rodízio: querido do Brasil.
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Retrospectiva "Bailes Vogue"- Hotel Unique e O Leopolldo São Paulo. Lembranças de uma cidade festeira de colunismo social. (RIP- Matéria em Homenagem a Wilson Dimitrov e Claudio Izidio com diversas fotos ilustrativas) Autoria: OS Comunicações- Ovadia Saadia / Todos direitos reservados


Vogue é a revista feminina de moda mais importante, conceituada e influente do mundo publicada desde 1892 pela Condé Nast Publications em 21 países. Mensalmente publica trabalhos de estilistas, escritores, fotógrafos e designers dentro de uma perspectiva sofisticada do mundo da moda, da beleza e da cultura pop.Condé Nast Publications em 21 países. Mensalmente publica trabalhos de estilistas, escritores, fotógrafos e designers dentro de uma perspectiva sofisticada do mundo da moda, da beleza e da cultura pop.










 
 




























A-Vogue é a revista feminina de moda mais importante, conceituada e influente do mundo publicada desde 1892 pela 


História

Vogue foi lançada em 1892 na cidade de Nova York, idealizada por Arthur Baldwin Turnure e Harry McVickar, como um pequeno folhetim de moda, com aproximadamente 30 páginas, destinado às mulheres da alta sociedade nova-iorquina no final do século XIX. Nesta época poucos vaticinariam tão grande sucesso e uma vida tão longa a uma publicação semanal que tinha como tema a moda, a vida mundana e o design. A popularização da moda aconteceu com o seu lançamento, tendo em seus primeiros números personalidades como Gertrude Vanderbilt Whitney vestindo suas próprias roupas. O primeiro editor-chefe da revista foi Josephine Redding, que ficou no cargo até 1901. Devido ao aumento do conteúdo a revista se tornou uma publicação quinzenal em 1902.





















A história da Vogue começou a mudar em 1909, quando foi adquirida pelo grupo Condé Nast Publications, que de um modo visionário, tornou a revista o ponto de partida de um império editorial internacional. A primeira edição sob o comando do novo proprietário foi lançada no dia 24 de junho, e mostrava, entre outras coisas, os vestidos usados pelas mulheres mais ricas dos Estados Unidos. A publicação, além de se tornar mensal, teve seu conteúdo reformulado para torná-la mais atraente, e transformou a moda em “objeto de desejo” e “sonho de consumo” para as mulheres. Condé Nast transformou a publicação, até então um pequeno semanário, em uma das revistas de moda mais influentes do século XX. A edição britânica da revista foi lançada em 15 de setembro de 1916, sendo a primeira fora dos Estados Unidos. Pouco depois, foi lançada a edição francesa, no dia 15 de junho de 1920, uma das mais importantes pelo sucesso internacional.




















A revista começaria a ganhar status de “Bíblia da Moda” na década de 1960 quando Diana Vreeland tornou-se editora-chefe da publicação, a partir de então a revista começou a ter um apelo mais jovem, focada na revolução sexual da época, abordando mais a moda contemporânea, além de editorias que discutiam a sexualidade. Somente sob o comando de Vreeland a revista conseguiu ultrapassar sua principal concorrente a Harper's Bazaar, considerada até então a maior publicação de moda do planeta. Em outubro de 1964 foi lançada a edição italiana da Vogue. Em março de 1966 Donyale Luna tornou-se a primeira modelo negra a aparecer na capa da Vogue, na edição inglesa. Na década seguinte, sob o comando de Grace Mirabella, que assumiu o cargo de editora-chefe em 1971, a revista passou a apostar em editorias mais extensos e elaborados, adotando um estilo diferente para atender as mudanças de seu público alvo. Foi nesta década, em 1975, que a Vogue lançou sua edição brasileira.


RIP- Cibele Dorsa (Suicidio)













A partir de 1988 Anna Wintour assumiu o cargo de editora-chefe e transformou radicalmente a publicação. Sob seu comando, vários estilistas, até então desconhecidos, e modelos novatas, viraram celebridades quase que do dia para noite. Ela também foi responsável pelo lançamento de vários novos produtos segmentados, como a versão online, que foi ao ar pela primeira vez em 1996; a inovadora Teen Vogue, uma revista voltada para jovens, que tinha como foco a moda e celebridades, mas também oferecendo informação sobre diversão e atualidades, lançada em março de 2003. Outros títulos como Men’s Vogue, voltada para o público masculino, Vogue Living, lançada em 2006, destinada a design e decoração de casas, além de outros suplementos especias como Vogue PassarelasVogue Noiva e Vogue Jóais chegaram a ser lançados mas, foram posteriormente extintos devido aos altos custos e a baixa vendagem.





















Atualmente, existem vinte e uma diferentes edições da Vogue no mundo; AlemanhaAustráliaChinaEspanhaFrançaItáliaRússiaJapãoGréciaCoreia do SulMéxicoReino UnidoTaiwanBrasil , Estados UnidosPortugalÍndiaTurquiaHolandaUcrânia e Tailândia além de ser vendida em mais de 90 outros países. Somadas as vendagens da suas 21 edições a publicação tem uma circulação mensal mundial estimada em 2 milhões de exemplares.




















Edições[editar | editar código-fonte]

EdiçãoLançamentoCidade SedeEditoraEntradaSaída
Vogue América1892Nova YorkJosephine Redding18921901
Marie Harrison19011914
Edna Woolman Chase19141951
Jessica Daves19521963
Diana Vreeland19631971
Grace Mirabella19711988
Anna Wintour1988presente
Vogue Reino Unido1916LondresElspeth Champcommunal19161922
Dorothy Todd19231926
Alison Settle19261934
Elizabeth Penrose19341940
Audrey Withers19401961
Ailsa Garland19611965
Beatrix Miller19651984
Anna Wintour19851987
Liz Tilberis19881992
Alexandra Shulman1992presente
Vogue França1920ParisCosette Vogel19201927
Main Bocher19271929
Michel de Brunhoff19291954
Edmonde Charles-Roux19541966
Fransçoise de Langlade19661968
Francine Crescent19681987
Colombe Pringle19871994
Joan Juliet Buck19942001
Carine Roitfeld20012010
Emmanuelle Alt2011presente
Vogue Austrália1959SydneyRosemary Cooper19591968
Sheila Scotter19681979
June McCallum19791986
Nancy Pilcher19861996
Marion Hume19971998
Juliet Ashworth19981999
Kirstie Clements19992012
Edwina McCann2012presente
Vogue Itália1964MilãoConsuelo Crespi19641966
Franco Sartori19661988
Franca Sozzani19882016
Emanuele Farneti2017presente
Vogue Brasil1975São PauloLuiz Carta19751986
Andrea Carta19862003
Patricia Carta20032010
Daniela Falcão20102016
Silvia Rogar2016presente
Vogue Alemanha1979MuniqueChristiane Arp1979presente
Vogue España1988MadridYolanda Sacristán1988presente
Vogue Taiwan1996Hong KongRosalie Huang1996presente
Vogue Coréía1996SeulMyung Hee Lee1996presente
Vogue Rússia1998MoscouAliona Doletskaya19982010
Victoria Davydova2010presente
Vogue Japão1999TóquioHiromi Sogo19992001
Mitsuko Watanabe2001presente
Vogue América Latina2002Cidade do MéxicoEva Hughes20022008
Kelly Talamas2008presente
Vogue Portugal2002LisboaPaula Mateus2002presente
Vogue China2005PequimAngelica Cheung2005presente
Vogue India2007MumbaiPriya Tanna2007presente
Vogue Turquia2010IstambulSeda Domaniç2010presente
Vogue Holanda2012AmesterdamKarin Swerink2012presente
Vogue Tailândia2013BanguecoqueKullawit Laosuksri2013presente
Vogue Ucrânia2013KievMasha Tsukanova2013presente
Vogue Arábia2017DubaiDeena Aljuhani Abdulaziz2017presente

Vogue Brasil
















VOGUE revista - logo.png
EditorSilvia Rogar
FrequênciaMensal
EmpresaEdições Globo Condé Nast
Circulação50 mil (mensal)
CategoriaModa e estilo de vida
Primeira edição1975
A primeira edição brasileira da revista foi publicada em maio de 1975 sendo a primeira edição na América Latina. Publicada pelo grupo Carta Editorial seu primeiro editor foi Luiz Carta que dirigiu a publicação de maio de 1975 até agosto de 1986. Em setembro de 1986 após a saída de Luiz seu filho Andrea Carta assumiu a publicação, sendo o mais longevo editor da revista ficando por 17 anos a frente da publicação de setembro de 1986 até outubro de 2003 quando faleceu.
Após a morte do irmão Patrícia Carta assumiu a editoria chefe onde ficou de novembro de 2003 até outubro de 2010. Durante a gestão de Patrícia diversas mudanças ocorreram na revista como a criação diversas publicações como a RG Vogue destinada ao mundo das celebridades, extinta em 2014, também foram reeditadas as versões nacionais Homem Vogue (Men’s Vogue), Casa Vogue (Vogue Living), além da Teen Vogue e a Vogue Kids e os suplementos especiais Vogue Noivas, Vogue Passarelas e Vogue Jóias. Todas elas foram editadas por Luis Carta no início da publicação de Vogue no Brasil.
Em novembro de 2010 a edição brasileira passou a ser controlada pela editora Edições Globo Condé Nast após mais de 35 anos sobre a direção do Grupo Carta. A editora é fruto de uma joint venture entre os grupos Condé Nast e Globo. A partir de então a editora tornou-se responsável pela publicação dos títulos da Condé Nast no Brasil. A editora brasileira detém 70% do capital e a empresa norte-americana os 30% restantes. Com a mudança de editora uma nova diretoria foi nomeada. Daniela Falcão, até então redatora-chefe da revista, tornou-se a diretora da publicação.
A empresa também se tornou responsável por gerir os títulos Vogue no país – que incluem, além da Vogue, as revistas Casa Vogue, Vogue Noivas e Vogue Passarelas, Vogue Kids, Teen Vogue e Homem Vogue. A nova editora realizou mudanças nos títulos Vogue. Com a chegada a revista GQ (voltada para o público masculino) a editora Globo resolver extinguir a revista Homem Vogue. Vogue Kids, Vogue Noivas e Vogue Passarelas tornaram-se suplementos especiais editados esporadicamente. Teen Vogue Brasil fora extinta, e hoje tem em seu lugar a revista Glamour Brasil. A nova editora também aumentou a tiragem mensal da revista para 50.000 exemplares. Além das revistas, a joint venture desenvolve negócios no mercado digital brasileiro, com base nas marcas que detém. Em abril de 2016 Daniela Falcão deixou o cargo de editora-chefe da revista para assumir o cargo de diretora geral da Globo Condé Nast, seu lugar foi assumido pela redatora-chefe da revista Silvia Rogar.
A+ImprimirDenunciar Erro
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16 de fevereiro de 2017 - 18h01
Acontece nesta quinta-feira, 16, a 14ª edição do Baile de Gala da Vogue Brasil, no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema “Lady Zodiac”, a festa pretende explorar os 12 signos do zodíaco.

O baile de Carnaval deste ano será o primeiro com ingressos comercializados. Os cem bilhetes disponíveis para venda, em caráter experimental, foram ideia de parceiros da revista.
As mestres de cerimônia da noite serão a apresentadora Sabrina Sato e a atriz Tatá Werneck. Bruno Astuto, colunista da revista Época e da própria Vogue, e Juliana Paes serão hosts. Anitta, Durval Lélys, Barbara Fialho e a escola de samba Acadêmicos do Grande Rio irão se apresentar. Patrocinam o evento marcas como Coca-Cola, Heineken, Natura, Riachuelo e Peugeot, que também farão ativações. (meio & mensagem, 2017)








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La Grande Folie - "O Baile dos Bailes"
Largada oficial para as comemorações do aniversário de 40 anos da Vogue Brasil, o tradicional Baile de Carnaval da publicação promete ser o "Baile dos Bailes". Este ano, confirmado para o dia 5 de fevereiro, no Hotel Unique, em São Paulo, a grande festa traz como tema "La Grande Folie" que reúne a essência dos sofisticados bailes de Versalhes ao dos mascarados de Veneza, com toque apimentado do Moulin Rouge












RIP- Claudio Izidio Ferreira
O preto, vermelho e dourado representam, respectivamente, elegância, sensualidade e luxo, e são os tons que se destacam no projeto e cenografia assinada pela b!ferraz sob a direção criativa de Wado Gonçalves. A seleção de flores da cobiçada mesa de doces é de Luiza Aguiar.
A programação da noite conta com várias atrações e a maior delas também já está confirmada - a cantora Ivete Sangalo, musa do axé e madrinha do Baile, que promete agito até a madrugada.


Por Ovadia Saadia, Publisher de SP








(2015)
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Por Ovadia Saadia, 03/02/2016 às 09:49

Por: Ovadia Saadia
Janeiro / 2016

Eugênia Fleury nos agitos do começo do ano no Hotel Unique dos queridos Siaulys, que aliás, foi inaugurado há cerca de 20 anos com desfile de sua coleção, que marcou época.
Por: Ovadia Saadia 
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RIP Wilson Dimitrov, um dos reis do carnaval paulistano!




É provavelmente a revista mais famosa do mundo, a mais vendida, a mais influente e também a mais criticada. Ela é conhecida como a bíblia da moda. Deliberadamente elitista, a revista VOGUE, cujo nome, em francês, deriva do adjetivo “en vogue”, ou seja, “popular”, representa os ideais do luxo, sendo a referência e o espelho do mundo da moda. Suas capas são disputadas por modelos como se fosse o maior contrato de suas vidas. Estilistas se preocupam com suas críticas, e sabem, que de uma maneira ou de outra, o sucesso de uma coleção passa pelas páginas da aclamada revista. 

A história 
A mais aclamada revista de moda da história, a VOGUE, foi lançada oficialmente no dia 17 de dezembro de 1892 na cidade de Nova York, idealizada por Arthur Baldwin Turnure, um editor aristocrata e amigo das famílias mais distintas e privilegiadas da cidade, e Harry McVickar, como um pequeno folhetim de moda, com aproximadamente 30 páginas, destinado a alta sociedade nova-iorquina no final do século 19, cujo objetivo era representar os interesses e o estilo de vida desta classe. O preço de capa era de 10 centavos de dólar (equivalente a US$ 2.63 em 2015). A primeira edição trazia artigos de moda para homens e mulheres, críticas dos livros recentemente mais publicados, música, arte e um grande número de artigos de etiqueta e sobre como se comportar em reuniões sociais. Nesta época poucos vaticinariam tão grande sucesso e uma vida tão longa a uma publicação semanal que abordava temas fúteis para a época, como a moda, a vida mundana, artes e o design. A popularização da moda aconteceu com o seu lançamento, tendo em seus primeiros números personalidades como Gertrude Vanderbilt Whitney vestindo suas próprias roupas. O primeiro editor-chefe da revista foi Josephine Redding, que ficou no cargo até 1901. Devido ao aumento do conteúdo a revista se tornou uma publicação quinzenal em 1902.










A história da VOGUE começou a tomar novos rumos em 1909 quando foi adquirida pelo jovem advogado e editor Condé Montrose Nast, que de um modo visionário, tornou a revista o ponto de partida de um império editorial internacional. A primeira edição sob o comando do novo proprietário foi lançada no dia 24 de junho, e mostrava, entre outras coisas, os vestidos usados pelas mulheres mais ricas dos Estados Unidos. A publicação teve seu conteúdo reformulado para torná-la mais atraente e transformou a moda em “objeto de desejo” e “sonho de consumo” para as mulheres. Condé Nast transformou a VOGUE, até então uma pequena publicação quinzenal, em uma das revistas de moda mais influentes do século 20. A edição britânica da VOGUE foi lançada em 15 de setembro de 1916, sendo a primeira fora dos Estados Unidos. Pouco depois, foram lançadas as edições francesa (exatamente no dia 15 de junho de 1920), uma das mais importantes pelo sucesso internacional da revista; espanhola (1921), italiana (1922) e alemã (1924).











Até a década de 1930, as capas da revista eram 100% ilustradas e, apesar de seguirem uma estética art déco, mudavam bastante a cada edição. Durante este período, especialistas em ilustração como Georges Lepape, Eduardo Benito e Carl Erickson ou artistas como Christian Bérard e Salvador Dalí, usaram a capa da VOGUE como se fosse uma galeria em circulação, criando um potente mix de moda, beleza feminina, arte, estilo, glamour e jornalismo. Foi somente a partir dos anos de 1940 que as fotografias passaram a predominar as capas da revista VOGUE. A edição australiana, uma das mais importantes, foi lançada em 1959.












Na década de 1960, já sob o comando da editora-chefe Diana Vreeland, a revista começou a ter um apelo mais jovem, focada na revolução sexual da época, abordando mais moda contemporânea, além de editoriais que discutiam a sexualidade. Em 1966, Donyale Luna tornou-se a primeira negra a aparecer na capa da VOGUE, pela edição inglesa. Na década seguinte, ao comando de Grace Mirabella, que assumiu o cargo de editora-chefe em 1971, a revista passou a apostar em editoriais mais extensos e elaborados, adotando um estilo diferente para atender as mudanças de seu público alvo. Além disso, em 1973, a revista VOGUE passou a ter circulação mensal. Foi nesta década, no mês de maio de 1975, que a VOGUE lançou sua edição brasileira, sendo a primeira na América Latina.









A revista VOGUE começaria a ganhar status de “Bíblia da Moda”, a partir de 1988, quando Anna Wintour assumiu o cargo de editora-chefe, e transformou radicalmente a revista. Sob seu comando, vários estilistas, até então desconhecidos, e modelos novatas, viraram celebridades quase que do dia para noite. Ela também foi responsável pelo lançamento de vários novos produtos segmentados, como a versão online, que foi ao ar pela primeira vez em 1996; a inovadora TEEN VOGUE, uma revista voltada para jovens, que tinha como foco a moda e celebridades, mas também oferecia informação sobre diversão e atualidades, em fevereiro de 2003; a MEN’S VOGUE nos Estados Unidos, voltada para o público masculino, introduzida em 2005, mas cuja circulação independente foi cancelada poucos anos depois; e diversas outras revistas como a VOGUE LIVING (lançada em 2006 e conhecida no Brasil como VOGUE CASA). No Brasil a revista também se segmentou com o lançamento da VOGUE RG (destinada à alta sociedade e estilo de vida sofisticado, extinta em 2014), além dos suplementos especiais como VOGUE PASSARELAS, VOGUE NOIVA e VOGUE JÓIAS. Em 2011 a revista lançou o site Voguepedia, uma espécie de enciclopédia fashion online que disponibiliza todas as informações coletadas e divulgadas durante os mais de 120 anos da revista.


Além de tudo isso, a revista se transformou em referência para fotógrafos, modelos, produtores de moda, estilistas e muitas outras publicações do segmento. E todo esse poder pode ser comprovado em setembro de 2007, quando a edição circulou com 824 páginas, três quartos delas de publicidade, tornando-se a revista mensal com o maior volume de páginas e anúncios da história editorial americana. Hoje em dia aparecer na VOGUE é estar na moda. A moda não gira apenas em torno do vestuário, é um estilo de vida: como vivemos, viajamos, comemos e decoramos nossas casas. E por todos estes motivos a VOGUE é uma referência mundial: é visionária, inspiradora e cosmopolita. Um grupo seleto que é sinônimo de elegância e sofisticação. Por tudo isso, suas capas são disputadas por super modelos, e os estilistas sabem que o sucesso de uma coleção passa pelas páginas da aclamada revista.



Com cabelos curtos, óculos escuros e expressão austera, Anna Wintour é há anos presença constante nas primeiras fileiras dos principais desfiles de moda de Nova York a Paris. Ela, que nasceu em Londres, filha de pai britânico e mãe americana, é editora-chefe da edição americana da VOGUE, descrita por muitos como a revista de moda mais influente do mundo. Seus colegas da revista a descrevem como a “papisa da moda” e dizem que ela “não é calorosa ou amigável”. A própria Anna Wintour diz que acha que seus colegas consideram seu trabalho divertido e que as pessoas que ironizam a moda o fazem por ter medo da própria moda. Seu domínio implacável sobre a indústria da moda durante os anos em que vem dirigindo a revista lhe valeu uma reputação de pessoa gelada. Essa fama teria inspirado a personagem de Meryl Streep no filme “O Diabo Veste Prada”, de 2006. Sua história com a VOGUE começou, após ingressar para a revista em 1983, no cargo até então inexistente de editora criativa, forjado especialmente para ela pelos diretores da Condé Nast, entusiasmados com seu trabalho na badalada revista New York. Anna passou mais de dois anos trabalhando a seu próprio modo na VOGUE, sem dar satisfações a Mirabella, até ser transferida para o cargo de editora da VOGUE britânica, em Londres. Ela mudou radicalmente a edição inglesa da revista, demitindo a maioria dos profissionais que lá trabalhavam, contratando novas estrelas do jornalismo fashion, mudando o enfoque editorial para uma maior praticidade, assumindo um controle total da revista com seu estilo gélido e autoritário e recebendo o apelido, que a perseguiria por anos, de “Nuclear Wintour”, uma brincadeira com a expressão “Nuclear Winter” (Inverno Nuclear) então em voga nos tempos de Guerra Fria, sobre um possível futuro do planeta após um holocausto atômico.




Em novembro de 1988, conseguiu então o cargo que perseguia desde criança: ser a editora-chefe da maior revista de moda do mundo, a VOGUE americana, com a saída de seu maior “desafeto”, Grace Mirabella. E chegou revolucionando, pois foi a primeira vez que uma calça jeans aparecia na capa de uma publicação. Preocupados com a ascensão da concorrente francesa Elle, lançada em 1985 em edição norte-americana, os diretores da Condé Nast depositaram suas esperanças em Wintour para colocar a revista novamente no topo, longe da concorrência. Ela apertou o foco da revista, sofisticando ainda mais o material editorial; rejuvenesceu as capas, trocando as fotos em close de estúdio utilizadas por Mirabella por fotos em plano americano ou corpo inteiro em luz natural – atualizando o estilo começado por uma de suas antecessoras dos primórdios da revista e um dos maiores ícones do mundo da moda, Diana Vreeland; lançando modelos adolescentes quase desconhecidas (entre elas, nos anos de 1990, a brasileira Gisele Bündchen, uma de suas favoritas, que já apareceu na capa da revista americana mais de 10 vezes); mostrando modelos de corpo e cabelos molhados na capa à luz do sol, até sem maquiagem; investindo na geração saúde da época; valorizando o trabalho de maquiadores, cabeleireiros, produtores e fotógrafos, ao mesmo tempo em que colocava em suas capas personalidades como estrelas de cinema e socialites americanas e europeias e até uma primeira-dama. Seu conhecido método de controle total foi implantado em tudo, texto e fotografia, que passaram a ter sua aprovação pessoal com mão de ferro. Além disso, descobriu, divulgou e ajudou a tornaram-se consagrados novos estilistas então desconhecidos como Marc Jacobs, Tom Ford e John Galliano, passando a determinar o parâmetro “fashion” mundial até para as revistas concorrentes. Não é a toa que hoje em dia vários desfiles de moda não começam enquanto Anna não chega.




Em pouco tempo sob seu comando, a revista VOGUE recuperou-se da influência de suas concorrentes diretas Elle, Harper’s Bazaar e Women’s Wear Daily, aumentando seu faturamento e tiragem. Sua obsessão por peles como adereços necessários ao luxo da moda e sua recusa em aceitar na revista anúncios pagos de associações de defesa dos animais, a colocou como alvo principal de entidades como a PETA, que em um desfile da Victoria’s Secret em 2002 invadiu a passarela para protestar com cartazes contra o desfile de Gisele Bündchen, uma de suas protegidas, coberta de peles, na presença de Wintour na primeira fila da audiência. Anna Wintour recebe mais de US$ 2 milhões de dólares anuais, além de todas as mordomias inerentes ao cargo, como US$ 50.000 para roupas que ela quase nunca compra, pois os estilistas mais famosos do mundo brigam para lhe vestir gratuitamente.




Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 17 de dezembro de 1892 
● Criador: Arthur Turnure e Harry McVickar 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Condé Nast Publications, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Robert Sauerberg Jr. 
● Editor-chefe: Anna Wintour (Estados Unidos) 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Edições internacionais: 23 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 900 
● Segmento: Comunicação 
● Principais produtos: Revistas de moda e estilo de vida 
● Concorrentes diretos: W, Harper’s BazaarElleCosmopolitanMarie Claire, Vanity Fair e InStyle 
● Ícones: A disputada capa da revista 
● Slogan: If it wasn’t in VOGUE, it wasn’t in vogue. 
● Website: www.vogue.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente, a revista VOGUE é publicada nos Estados Unidos (tiragem de 1.25 milhões de exemplares por mês), e possui 22 edições internacionais em países como Alemanha, Austrália, China, Japão, Coréia do Sul, Índia, Espanha, França, Itália, México, Reino Unido, Taiwan, Portugal e Brasil, onde a Edições Globo Condé Nast é a responsável por sua publicação, cuja tiragem é de aproximadamente 80 mil exemplares. Se somadas as vendas de suas edições internacionais a publicação tem uma circulação mensal mundial estimada em 2 milhões de exemplares. Todos os meses a revista VOGUE é lida por mais de 22 milhões de pessoas em 90 países no mundo, sendo 87.7% delas mulheres. O conteúdo das revistas com o título VOGUE podem ser acessados em múltiplas plataformas. 

Você sabia? 
 Desde seu lançamento pouquíssimas celebridades femininas negras já posaram para a capa da revista, entre as privilegiadas estão, Donyale Luna (a primeira a aparecer na capa da VOGUE, na edição inglesa), a modelo Beverly Johnson (a primeira a ser fotografada em 1974, na edição americana), Halle Berry (atriz de “A Última Ceia”), a cantora Jennifer Hudson e a apresentadora Oprah Winfrey. 
 Em todos esses anos apenas cinco homens apareceram na capa da VOGUE na edição americana: Richard Gere com Cindy Crawford (em novembro de 1992), George Clooney com Gisele Bündchen (junho de 1992), LeBron James com Gisele Bündchen (abril de 2008), Ryan Lochte com Hope Solo e Serena Williams (junho de 2012) e Kanye West com Kim Kardashian (março de 2014). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 
(Fonte: Mundo Das Marcas- Blogspot)


Compilação- Ovadia Saadia
Presidente Apacos
Presidente Febracos


<Fevereiro de 2017>

Uma homenagem a
Wilson Dimitrov
&
Claudio Izidio Ferreira
RIP

Apacos e Febracos

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